Palavras de nosso vocabulário

Acolhimento
Abrir-se para o outro em toda a sua complexidade, com seu conjunto de crenças e valores, com seu olhar de mundo talhado por uma história tão única e pessoal. Quando nos propomos a acolher o outro, partimos desta premissa. E isso viabiliza a conexão com necessidades e sentimentos, estabelecendo condições mínimas para que a escuta se efetive e, daí em diante, o diálogo e o encontro de novas possibilidades.

Adaptação
Rigidez não combina com diálogo, nem com empatia, muito menos com a transformação a que nos propomos provocar. Um agente de mudanças não pode prescindir da habilidade de adaptação - a que também podemos chamar de flexibilidade. Flexibilidade para revisitar as nossas convicções, flexibilidade para desconfiar de certezas e verdades, flexibilidade para testar o desconhecido, flexibilidade para mudar a linguagem. Nos vários contextos e realidades nos quais nos envolvemos, há grande demanda por jogo de cintura e, sobretudo, humildade pois, certamente, não temos todas as respostas.

Conexão
O professor Otto Scharmer, na Teoria U, cunhou a palavra “presencing”. Ela é a junção da “presença” com o “sentir”. Ele nos propõe, então, uma presença marcada pela capacidade de sentir com o outro. A isso, damos o nome de conexão. Uma habilidade de encontro com o sentido das coisas para mim e pro outro, uma abertura para, ainda que pensando diferente, comungar de propósitos. Uma vontade de seguir junto, de construir junto, de alçar voo junto. A conexão é um espaço interior que se abre em mim e em você, possibilitando que superemos nossas diferenças. Ninguém quer ganhar de ninguém. É na conexão que nasce um diálogo; e é na capacidade de escuta desarmada e livre de rótulos e julgamentos - eles até surgirão mas, por escolha consciente, serão contestados - que o verdadeiro diálogo pode ser consumado.

Cuidado
Acreditamos que nossas relações, sejam elas com o outro, com a natureza ou com a gente mesmo, remetem ao entendimento de que “somos feitos uns dos outros”. Por isso é importante ter atenção, responsabilidade e dedicação nas relações e nas atitudes. Isso é o que entendemos como cuidado e zelamos para que se faça presente em tudo o que nos propomos a fazer.

Diálogo
O diálogo precede da abertura para ouvir plenamente o que o outro tem a dizer ao invés de focar a atenção na resposta imediata que precisamos emitir. Então, vai muito além da troca de ideias e, principalmente, de uma discussão para checar quem tem razão ou conquistar um acordo entre as partes. A horizontalidade no diálogo depende da escuta atenta, desapegada da ansiedade por uma resposta ou acordo final, onde nossa percepção aguçada vai além do que as palavras tentam dizer e significar. Nos esforçamos para abarcar os vários sentidos, impressões e histórias de vida presentes nas falas dos outros e dentro de nós mesmos. Assim, interpretamos comportamentos e ações para, então, fazermos a ponte.

Diversidade
De que cimento somos feitos? Somos feitos do pó de nossas histórias. Somos resultado dos nossos sonhos e pesadelos, das experiências de afeto e rejeição, das frustrações e realizações, do que recebemos na educação familiar e na educação formal, das experiências mais simples e mais complexas. E ainda trazemos uma carga genética que nos define em tantos outros aspectos. Na Bridge, prezamos pela diversidade. Ainda que nos desafie a ver diferente, nos tire das zonas de conforto, nos incomode e provoque. Quanto mais diverso, melhor! O olhar se amplia, o repertório cresce, o encontro acontece e o mundo se torna um lugar melhor pra se viver.

Empatia
Para nós, o significado de empatia ultrapassa a tentativa de se colocar no lugar do outro. Para compreender os sentimentos e as emoções das outras pessoas, tentamos fazer o exercício do esvaziamento (de referências, de conceitos, de regras, de padrões, de crenças). Tentamos identificar, de forma objetiva e racional, qual o lugar de fala do outro indivíduo para, então, nos aproximarmos de sua visão, conforme a lente e o ângulo pelos quais ela/ele enxerga o mundo. Assim, conseguimos afinar nossas sintonias para compreender melhor o comportamento ou opinião alheios em determinadas circunstâncias e a forma como outra pessoa toma suas decisões, sempre tentando nos afastar de julgamentos.

Ética
Palavra fácil de usar e, normalmente, difícil de praticar. No trabalho de mediação que realizamos na Bridge, o primeiro preceito é nos distanciarmos de julgamentos e polarizações (o lado certo e o lado errado). Essa é a essência do que fazemos. Portanto, uma conduta ética, para nós, é aquela que tem como pilares a transparência e a verdade, combatendo a corrupção e todas as formas de assédio e desrespeito aos direitos humanos. Em situações de conflitos e dilemas que perpassam a natureza do nosso trabalho, a honestidade com as situações e seus envolvidos nos servem de bússola parar guiar nosso compromisso com a confiança que nos depositam.

Excelência
Entendemos que a excelência vai além de uma entrega com primazia. É um hábito que nos estimula a ser mais produtivos e competentes no que nos propomos a fazer. Não se trata somente de uma questão técnica, de saber como fazer; envolve nossa entrega verdadeira, conectada com nossos valores particulares, com o desejo de realização e desenvolvimento pessoal. Não entendemos a excelência como perfeccionismo, mas sim como uma dinâmica constante de desafios e aprendizados construída a partir do que realizamos todos os dias. É fazer o seu melhor, rejeitando a zona de conforto. Cuidar da excelência exige transcendência, esforço e paixão. Nosso comprometimento com o sucesso dos projetos de nossos clientes é o que nos estimula a melhorar sempre.

Humanidade
Um termo muito amplo e que pode ser resumido a uma palavra tão pequena e com significado muito forte na Bridge: nós. Eu e você. Ninguém é uma ilha. Somos parte de uma única espécie, sem distinção ou segregação. Somos perfeitos em nossa concepção, mas nos distanciamos dos sentimentos de bondade e compaixão com grande preferência para apontar erros, construindo uma expectativa infalível do que chamamos de humano. O reconhecimento da nossa comum humanidade começa na capacidade de compreender o outro, seu direito à vida, liberdade e segurança. Sua falibilidade que é também a minha. “Se não posso mudar o mundo, sempre posso mudar esse pedaço de mundo que sou eu mesmo. E aí pode se encontrar a semente de uma grande mudança”, nos direciona Leonardo Boff.

Interdependência
Para além de relações de dependência e reciprocidade entre os indivíduos, aqui na Bridge compreendemos que “somos feitos uns dos outros” e é essa consciência que gera em nós o entendimento do conceito da interdependência. Como um bumerangue, nossos atos, escolhas, emoções e sentimentos causam efeitos positivos ou negativos à sociedade e ao Planeta. Portanto, saem de nós e retornam a nós. É como nos lembra o conceito do “Bem Viver”: “somos parte dela e não podemos continuar vivendo à parte dos demais seres do planeta. A natureza não está aqui para nos servir, até porque nós, humanos, também somos natureza e, sendo natureza, quando nos desligamos dela e lhe fazemos mal, estamos fazendo mal a nós mesmos”.
Resiliência
Nem todos os nossos projetos transcorrem da maneira fluida como planejamos. Em alguns casos, a equipe Bridge precisa reagir positivamente frente às adversidades. Ressignificamos, tentamos mudar nossas lentes e perspectivas e, assim, transformamos nossas experiências desfavoráveis em oportunidades de crescimento e aprendizado. Buscamos, então, ser fortes, perseverantes e escolhemos ver a “metade cheia do copo“. E isso, acreditamos, é ser resiliente; é ter capacidade de nos adaptarmos às mudanças e superarmos obstáculos, com otimismo e gratidão, avançando sempre.

Respeito
Ouvir, acolher, cuidar. Compreender as necessidades subjacentes em cada comportamento. O ato de respeitar o outro engloba essas e tantas outras ações que norteiam nosso trabalho na Bridge. Encontramos em nossa trajetória pessoas diferentes, ideias divergentes e cenários (muitas vezes) nebulosos. No entanto, à luz do respeito, da compreensão e da atenção conseguimos acolher o diverso e buscamos construir um mundo melhor.

Responsabilidade
Ela tanto pode ser individual, social, cidadã, ambiental, civil, familiar - no conceito de responsabilidade, cabem as muitas esferas da vida. Mas, em todas elas, ser responsável pressupõe reconhecer o seu próprio papel num determinado contexto e abraçá-lo como missão. É compreender que, a partir disso, cria-se um acordo tácito com o outro pois formam-se expectativas que precisam ser gerenciadas. Ser responsável é colher resultados – os bons, certamente, mas também os ruins; reconhecê-los, acolhê-los e abrir um novo ciclo de ação assumindo a necessidade de buscar apoio, de se dizer desconhecedor, de externar receios, de recuar e avançar. É buscar respostas sem perder de vista os pactos, compromissos e entregas acordados.

Transformação
A metamorfose é um processo de mudanças físicas pelo qual alguns animais passam para se tornar adultos. Seu exemplo mais comum é o da borboleta, que antes de ganhar suas lindas asas, passa por um estágio de desenvolvimento em um envoltório. Nós, seremos humanos, também passamos por várias transformações no decorrer de nossa história. Acreditamos que transformamos para melhorar. Aqui na Bridge presenciamos e atuamos em várias transições de relacionamentos que, antes assoreados, se convertem em diálogo e transparência. Afinal, buscamos ser “a mudança que queremos ver no mundo” (Gandhi). Temos convicção, contudo, de que transformações levam tempo para ocorrer e que o desejo de promovê-las, muito mais do que a obrigação ou a necessidade, é a chave para sua efetivação.