Comunicação não-violenta entre instituições e comunidades

O ato de se comunicar é inerente ao ser humano. Afinal, precisamos nos expressar para manifestarmos nossas vontades, desejos, percepções, anseios e dificuldades. Assim, realizar uma boa comunicação é algo tanto necessário quanto benéfico para todos os tipos de relações — sejam elas pessoais, profissionais e, até mesmo, nos contextos entre empresas e comunidades vizinhas.

Mas, de fato, que tipo de comunicação percebemos nas instituições e nas suas relações com a sociedade? Essa dinâmica tem sido realmente efetiva, acolhedora, cuidadosa e positiva para todas as partes envolvidas?

Sabemos que nem sempre! Felizmente, existem diversos recursos que podem ser empregados em todas as oportunidades de contato com o outro e, assim, contribuem para que a comunicação aconteça da melhor maneira possível, beneficiando os diversos stakeholders.

Um deles é a abordagem a partir dos princípios fundamentados pela comunicação não-violenta. Este pode ser um caminho realmente interessante e eficiente no relacionamento entre instituições e comunidades, tanto para a resolução de conflitos quanto para possibilitar uma escuta cada vez mais empática e humanizada. Quer descobrir mais sobre o assunto? Continue conosco e boa leitura!

O que é a comunicação não-violenta

Quando entramos em contato, pela primeira vez, com a expressão “comunicação não-violenta” é comum acontecer um certo estranhamento. Afinal, quase nunca paramos para refletir que podemos ser violentos com alguém por meio da comunicação. Mas, acredite: isso acontece com mais frequência do que imaginamos! Portanto, entender os princípios da comunicação não-violenta é fundamental para que exista mais conexão, qualidade, transparência e compreensão nas relações.

A comunicação não-violenta é definida como um processo que contribui para que o entendimento mútuo seja estabelecido. Por meio dela, o ouvinte terá mais condições de perceber os motivos que levam o interlocutor a agir, sentir e pensar de determinada forma, levando em consideração os seus sentimentos e necessidades. Ou seja, que aconteça, de fato, um DIÁLOGO autêntico — onde duas partes se comunicam verdadeiramente, se escutam, se entendam e tem mais possibilidade de chegar a uma consideração real um pelo outro.

E para desenvolver uma comunicação não-violenta entre instituições e comunidades não é diferente: os envolvidos precisam estar muito mais atentos aos sentimentos do outro do que às palavras propriamente ditas. Utilizando cada um dos pilares da CNV — que você confere a seguir — será possível construir essa ponte de verdadeira transformação e conexão mútua.

Principais pilares da comunicação não-violenta

Compreender a definição do que é comunicação não-violenta é o primeiro passo rumo a um relacionamento institucional saudável, apoiando na boa gestão de stakeholders. Mas, para que esse tipo de comunicação se estabeleça, é necessário conhecer mais a fundo sobre o tema, entendendo os pilares que a sustentam. Veja abaixo!

Observação

No pilar observação, os representantes da instituição que deseja aplicar a comunicação não-violenta devem se afastar dos julgamentos. É interessante também evitar as generalizações. No lugar disso, o indicado é que as pessoas estejam atentas aos fatos em si, àquilo que realmente acontecem e não àquilo que seja fruto de suas interpretações.

Sentimentos

Obviamente, são as pessoas que formam as instituições. Por isso, é necessário entender os sentimentos que surgem das observações que foram feitas. A autorreflexão é fundamental e deve vir acompanhada da identificação de sensações que devem ser expressadas de forma objetiva. Importante virar os holofotes também para seu interlocutor: que sentimentos o fato ocorrido pode estar gerando naquela pessoa?

Necessidades

A comunicação não-violenta também sugere que as pessoas busquem entender quais são as suas necessidades e aquelas do outro que se manifestam em determinadas atitudes, considerando que todas as ações decorrem de motivações importantes. Fato é que os sentimentos evidenciam essas necessidades — e existem mais chances de se estabelecer a comunicação não-violenta quando compreendemos as suas demandas.

Pedidos

A comunicação não-violenta também é favorecida quando os pedidos são expostos de forma objetiva, clara e, melhor ainda, tangível. Afinal, é muito mais eficaz pedir algo de forma transparente e direta do que de maneira nebulosa, indireta e confusa, o que pode dificultar o ouvinte sobre os seus desejos, podendo, inclusive, gerar conflitos desnecessários. Além disso, uma forma também interessante de se expressar por meio da comunicação não-violenta é se pautando, ainda, na positividade.

Benefícios da comunicação não-violenta na gestão de conflitos entre empresas e comunidades

A partir da aplicação dos princípios que norteiam a comunicação não-violenta, as empresas e as comunidades veem ampliadas as possibilidades de promoverem a resolução dos conflitos minimizando os danos causados pelos problemas vivenciados. Afinal de contas, há a abertura ao diálogo voltado para a construção de um ambiente mais acolhedor e seguro a todos os envolvidos.

Como aplicar a comunicação não-violenta nesse contexto

Para aplicar a comunicação não-violenta entre empresas e comunidades, é preciso que todos os stakeholders desenvolvam o hábito de ouvir, mais do que dizer. Isso nem sempre é fácil, porém, é necessário. Ouvir o outro é sempre importante para que uma empresa, inserida em um território, tenha maiores possibilidades de construir relações mutuamente respeitosas.

Porém, não basta apenas ouvir mas, genuinamente, entender o que está sendo dito! Além disso, é necessário que empresas e comunidades tenham o foco voltado para a SOLUÇÃO, e não apenas para o problema identificado. Colocar as técnicas em prática nem sempre é algo simples. Portanto, pode ser necessário contar com uma empresa especializada na gestão de conflitos entre instituições e comunidades, que o auxiliará, com excelência, em todo esse processo.

Dicas de leituras sobre CNV

E para completar o seu conhecimento sobre o assunto, sugerimos a leitura de dois importantes livros sobre o tema, escritos pelos principais nomes da comunicação não-violenta — Marshall Rosenberg e Carl Rogers:

  • Comunicação não-violenta: Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais, Marshall Rosenberg;
  • Um Jeito de Ser, Carl Rogers.

Agora que você já sabe o que é comunicação não-violenta, é fundamental começar a colocá-la em prática para lidar com os conflitos, da melhor maneira possível.

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